17 de maio: Dia Mundial da Hipertensão Arterial
Doença silenciosa que usualmente só demonstra sintomas em fases mais avançadas, a hipertensão arterial é uma das patologias que mais mata no mundo.
Só no Brasil existem cerca de 36 milhões de adultos hipertensos. E os números são ainda mais alarmantes: cerca de 50% das mortes por doenças cardiovasculares estão relacionadas à popularmente conhecida “pressão alta”.
Bom e sendo hoje o dia dedicado à campanha dessa doença crônica, que tal entender melhor sobre, além de conhecer dicas e medidas preventivas?

O que é?
Primeiramente, vamos entender o que a caracteriza. A hipertensão arterial é o aumento anormal e por um longo período, da pressão que o sangue faz circular pelas artérias do nosso corpo.
O coração exerce uma força natural contra as paredes internas das artérias para que o sangue chegue a cada parte do organismo. Já os vasos, oferecem resistência a essa passagem. Tal “disputa” determina a pressão arterial.
É normal que a pressão varie ao longo do dia, isto é, quando estamos em repouso, ela fica mais baixa e quando praticamos um exercício físico ou alguma atividade que exija esforço, ela tende a aumentar.
Como saber se sou ou não hipertenso?
Ainda que um diagnóstico preciso só possa ser feito por meio de uma avaliação médica, existem valores usados como referência para saber se a pressão está baixa, normal ou alta. A máxima (também chamada de sistólica) não deve ultrapassar 12, enquanto a mínima (distólica) precisa estar em 8. Dessa forma, o paciente é considerado hipertenso quando, a sua pressão fica maior ou igual a 14 por 9 na maior parte do tempo.

Incidência e fatores de risco
Infelizmente, a patologia pode acometer de jovens a idosos, de sexo e diferentes etnias, por outro lado, é mais incidente em dois grupos: pessoas acima de 60 anos e obesas.
Além disso, existem alguns fatores de risco que podem aumentar as chances de desenvolver o quadro:
- Consumo excessivo de sal;
- Abuso de bebidas alcóolicas;
- Tabagismo;
- Obesidade;
- Histórico familiar;
- Sedentarismo;
- Entre outros.
Consequências
Não é novidade que a hipertensão arterial é uma doença perigosa, mas, além do risco de mortalidade, você sabe os efeitos dessa condição em seu organismo?
Se você acompanhou o post até aqui, já sabe que o coração é o órgão mais afetado com esse descontrole na pressão – sendo nesse caso, um infarto a consequência mais danosa.
Mas não para por aí. O AVC (Acidente Vascular Cerebral) também é proveniente da pressão alta, uma vez que artérias da cabeça não conseguem se dilatar e ficam sujeitas a entupimentos ou até rompimentos.
O problema também pode ser bem mais embaixo. Um quadro persistente de hipertensão, faz com que nossos rins deixem de filtrar o sangue, provocando, insuficiência renal.
Quais são os sintomas?
Como já dito mais acima, esta é uma doença silenciosa e só dá sinais em fase mais avançada, sendo o ideal detectá-la precocemente. Ainda assim, podemos destacar alguns dos principais sintomas:
- Falta de ar;
- Dor de cabeça;
- Dores no peito;
- Tontura.
Tratamentos
O melhor remédio é a prevenção, então, se você está dentro do grupo de risco, adotar melhores hábitos é a melhor medida para evitar doenças crônicas.
Já com a patologia instalada, a conduta terapêutica dependerá da causa e da fase em que a mesma se encontra. Por outro lado, em raros casos, é possível obter melhoras e proporcionar mais qualidade de vida ao indivíduo, apenas com mudanças de hábitos, como: dieta equilibrada, prática regular de exercícios, redução de sal, etc.
Em casos onde a pressão não volta ao normal ou se estabiliza muito elevada, o médico irá pedir exames e fará avaliações, para então receitar medicamentos anti-hipertensivos, associados as demais outras medidas.
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