Diabetes e Cardiologia: tudo o que você precisa saber

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Dia 14 de Novembro comemora-se o Dia Mundial do Diabetes. Você sabe o que é diabetes e o quão importante é a prevenção e o bom controle do açúcar no sangue? Descubra neste artigo.

O que é diabetes?

Diabetes é uma doença que afeta cerca de 10% da população brasileira, ou seja, é muita gente! Ela pode ser subdivida em dois principais tipos:

  • Diabetes tipo 1
  • Diabetes tipo 2

O Diabetes tipo 1 acomete principalmente crianças e adolescentes. É considerada uma doença autoimune, ou seja, por alguma razão ainda desconhecida, o próprio organismo ataca as células do pâncreas, órgão responsável pela produção da insulina.

Em resumo, a insulina é um hormônio responsável por controlar a quantidade de açúcar no sangue. Todas as pessoas que não tem diabetes têm produção de insulina pelo pâncreas.

Se o pâncreas para de produzir insulina, é necessário introduzi-la artificialmente e a única forma de fazer isso é por via subcutânea (ou seja, com aplicação de injeções diárias).

Assim, além das injeções de insulina aplicadas diariamente, às vezes mais de uma vez ao dia, pacientes com diabetes tipo 1 devem fazer o controle rigoroso da alimentação, com a contagem dos carboidratos que consomem e a aplicação da dose de insulina baseada nisso.

Já o diabetes tipo 2 afeta majoritariamente adultos. Geralmente, são pessoas sedentárias, obesas, cujo pâncreas “cansa” de produzir insulina. Outra razão é o organismo da pessoa ter maior resistência à insulina, ou seja, a insulina que é produzida não é bem aproveitada.

No caso do diabetes tipo 2, o tratamento envolve, além da dieta restrita, alguns comprimidos que fazem com que a insulina presente seja mais bem aproveitada e não seja rapidamente eliminada do organismo.

Como é feito o diagnóstico da diabetes?

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O teste de glicemia é essencial para detectar a diabetes.

O diagnóstico de diabetes é feito com um exame simples, chamado de glicemia. Basta um furinho no dedo, uma gotinha de sangue e essa gotinha sendo colocada em uma fita.

A fita é então posicionada em um aparelho que em segundos faz a leitura da quantidade de açúcar no sangue. Um exame de sangue também pode apontar diabetes, sendo o mais comum a glicemia em jejum.

No entanto, existem outros exames como a hemoglobina glicada, que é bastante comum e pedido à pacientes que já têm diabetes, justamente para avaliar o controle da doença.

Quando o açúcar fica muito tempo no sangue, ele faz uma “marquinha” na hemoglobina, que a uma proteína responsável por transportar o oxigênio no sangue.

Com esse exame, é possível fazer uma média de quanto de hemoglobina está marcada pela glicose (glicada). Posteriormente, é possível ter uma boa ideia do controle da glicemia nos últimos 3 meses.

Controle da doença

Antigamente, ter um diagnóstico de diabetes era algo muito triste, pois havia pouca expectativa de vida pra esses pacientes. Hoje, a realidade é exatamente oposta a essa. Pacientes com diabetes hoje vivem tanto quanto pacientes que não têm a doença, bastando que o controle da glicemia seja bom.

Para isso, é necessário que o paciente faça uma dieta adequada, com consumo moderado de alimentos com alto índice glicêmico, ou seja, alimentos que aumentam muito a glicemia.

Dentre esses alimentos, podemos citar doces, refrigerantes com açúcar, massas, dentre vários outros alimentos.

Além disso, é importante que o paciente pratique alguma atividade física regularmente. Isso é importante para que sua glicemia se mantenha controlada, já que a atividade física ajuda a abaixar a taxa de açúcar no sangue.

Outra atitude fundamental do paciente com diabetes é ter um bom acompanhamento cardiológico.

Por que o paciente diabético precisa de acompanhamento cardiológico?

Pacientes com diabetes têm maiores riscos de terem problemas cardiológicos como infarto ou alterações vasculares, como AVC.

E por que isso ocorre?

O paciente com diabetes têm metabolização da gordura de forma diferente de quem não tem a doença. Desse modo, a gordura é metabolizada em partículas irritantes para a parede da artéria, resultando na perda de suas capacidades protetoras.

Este quadro, por conseguinte, favorece a formação das chamadas placas de gordura, que podem levar ao entupimento das artérias. Isso leva a uma série de reações do organismo que constituem um importante fator de risco para os diabéticos, no que se refere às doenças cardiovasculares.

Ademais, os coágulos, formados em pacientes diabéticos, são mais aderentes às paredes das artérias, do que em pacientes sem a doença, aumentando o risco de artérias entupidas.

O entupimento de artérias pode levar ao infarto e derrame.

Analogamente, por ser uma doença crônica, no caso do diabetes tipo 1, há risco constante do próprio sistema imunológico atacar outras células e órgãos do organismo.

Com essa inflamação constante no organismo, pacientes diabéticos devem ter um sério e constante acompanhamento cardiológico.

O acompanhamento cardiológico de pacientes com diabetes

Além de a diabetes ser um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, sabe-se que, às vezes, portadores da doença podem apresentar sintomas incomuns durante um infarto, dificultando o diagnóstico rápido.

Portanto, pacientes com diabetes devem visitar um cardiologia no mínimo uma vez ao ano. Dependendo do estágio da doença e do controle do diabetes, essa visita pode ser semestral ou até trimestral.

O cardiologia solicitará exames de sangue, para avaliar algumas taxas importantes, como colesterol (tanto o colesterol ruim, LDL, quanto o bom, HDL), dentre outros.

Além disso, é altamente recomendado que o paciente faça exames como o teste de esforço (teste ergoespirométrico), eletro, dentre outros exames cardiológicos, como ecodoppler, para visualizar a anatomia do coração e verificar possíveis entupimentos.

Assim, é fundamental que o paciente diabético procure e seja acompanhado por um bom cardiologista. Hoje, o tratamento do diabetes é multidisciplinar e possibilita ao paciente viver por vários anos, sem nenhuma sequela da doença, podendo ter uma vida produtiva e saudável.

Para isso, é importante que o paciente se conscientize da importância da prevenção.

Prevenção

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A saber, somente é possível prevenir o diabetes tipo 2, que é o mais comum entre a população brasileira. Para o diabetes tipo 1, por ser autoimune, não existe prevenção.

A prevenção do diabetes tipo 2 envolve:

  • Fazer exames frequentes de glicemia para que o diagnóstico seja sempre rápido;
  • Ter uma alimentação saudável, baixa em açúcares;
  • Praticar uma atividade física regular;
  • Fazer exames cardiológicos e de visão ao menos uma vez ao ano;
  • Se diagnosticado com diabetes, ter acompanhamento de um endocrinologista, tomar os medicamentos todos os dias adequadamente, fazer contagem de carboidrato e exame de glicemia diariamente e periodizados.

Na Abreu Cardiologia, você encontra profissionais da área da cardiologia pra acompanhamento de pacientes diabéticos, melhorando a qualidade de vida e mitigando os riscos de conviver com a doença.

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