Como o coração reage ao envelhecimento?

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O número de idosos está aumentando e não é impressão sua. A população mundial está vivendo mais e o Brasil não fica de fora das estatísticas. Se na década de 30 a expectativa de vida da população não passava dos 40 anos, hoje estamos passando dos 70.

E com grande parte da população vivendo mais, a chamada “terceira idade” ganhou destaque especial, principalmente pela necessidade de maior atenção à saúde, bem-estar e qualidade de vida desse grupo que só cresce.

Aquela imagem de idosos já aposentados que ficavam apenas em casa e tinham vida pouco ativa ficou, definitivamente, para trás.

A saber, hoje, há muitas pessoas na sexagésima década de vida (ou mais) trabalhando ativamente, sendo grandes contribuidores da sociedade, na economia, correndo maratonas, viajando o mundo, etc.

Neste sentido, a cardiologia não poderia ficar de fora, afinal, os problemas cardiovasculares ainda representam a principal causa de morte no país. Assim, uma vez que a população brasileira está envelhecendo, há a necessidade de cuidar melhor do aspecto cardiológico dessa população.

Envelhecimento Cardiológico Fisiológico

Com o passar dos anos, sem levar em conta os hábitos deletérios ou não do indivíduo, há uma tendência natural no envelhecimento de todo o sistema cardiovascular. Aliás, isso acontece com praticamente todos os sistemas do organismo.

Isso acontece, pois, o complexo cardiovascular sofre redução global de capacidade funcional e tolerabilidade ao esforço com o envelhecimento.

Entretanto, em repouso, o coração idoso não apresenta redução importante no débito cardíaco. Já em situações de maior demanda, fisiológicas ou patológicas, os mecanismos compensatórios podem falhar, resultando em alterações funcionais clinicamente mais importantes e em eventos isquêmicos.

Ademais, é importante ressaltar que existem mudanças que ocorrem fisiologicamente no complexo cardíaco do indivíduo com a idade. São mudanças diferentes do que aquelas apresentadas quando um quadro patológico (de doença) se apresenta.

Certamente, caso você seja idoso, já deve ter ouvido falar em alguns desses termos. O diagnóstico desses sinais deve ser feito pelo cardiologista, bem como, se houver uma doença, qual é essa doença e como tratá-la.

Sinais De Envelhecimento Cardiológico Fisiológico

  • Pressão de pulso aumentada;
  • Enrijecimento arterial;
  • Frequência cardíaca máxima diminuída;
  • Variabilidade dos batimentos cardíacos diminuída;
  • Débito cardíaco máximo diminuído.

Sinais de Doença Cardiovascular

Já quando há um quadro de patologia (doença) instalada, há alguns sinais presentes:

  • Hipertensão sistólica;
  • Obstrução arterial coronariana;
  • Fibrilação atrial;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Fibrilação ventricular.

Principais Doenças Cardiovasculares Em Idosos

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Algumas doenças cardíacas são comuns em idosos.

1 – Arritmias

Para o diagnóstico correto de qualquer doença cardiológica, é necessário primeiramente uma boa anamnese e exame físico, ou seja, fazer ao paciente uma série de perguntas, bem como a solicitação de alguns exames específicos.

Assim, é possível verificar se aquele paciente idoso já tem alguma doença de base ou se faz uso de algum medicamento, pois isso pode influenciar no resultado de outros exames.

No caso do coração, um dos exames mais comuns é o eletrocardiograma. No eletrocardiograma é possível verificar como o coração está batendo e se há alguma alteração na condução elétrica, que é o que faz o coração bater.

O achado isolado de distúrbios de condução e arritmias cardíacas em idosos não significa necessariamente presença de doença de base concomitante.

As arritmias podem ser supraventriculares ou ventriculares.

O tratamento pode incluir implante de marca-passo, ablação por meio de radiofrequência e laser, medicação e outras, que são técnicas que têm evoluído muito em segurança e atualmente constituem terapêutica de primeira escolha em muitas circunstâncias entre idosos.

2 – Fibrilação Atrial

A prevalência de fibrilação atrial aumenta progressivamente com a idade. Como fatores de risco para o desenvolvimento da fibrilação atrial, podem-se citar a idade, o diabetes mellitus, a hipertensão arterial e as valvopatias (alterações nas válvulas do coração).

Com o envelhecimento da população, a prevalência de fibrilação atrial tende a aumentar proporcionalmente.

Em idosos, é necessária uma avaliação detalhada para tentar identificar as causas da fibrilação atrial relacionadas às frequentes manifestações de algumas patologias nesses pacientes.

O tratamento deve ser individualizado e visa à prevenção do tromboembolismo, o controle da frequência cardíaca e à prevenção das recorrências.

Dependendo da causa e do tipo de fibrilação atrial, podem ser utilizadas medicações, bem como pode ser necessária internação hospitalar para monitoramento prolongado.

3 – Hipertensão Arterial

Popularmente conhecida como pressão alta, a doença representa, no Brasil, uma das maiores causas de problemas cardiovasculares.

Em suma, caracteriza-se como pressão alta como sendo a pressão sistólica maior que 140mmHg e/ou diastólica maior que 90mmHg.

Muitos estudos ligam a pressão alta à outras doenças, como Acidente Vascular Cerebral, doença coronariana, insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência renal crônica.

A perda progressiva de elasticidade dos vasos sanguíneos explica o aumento da pressão sistólica em idosos.

O tratamento de hipertensão arterial em idosos deve levar em conta não só o valor de pressão obtido, como também a existência de outras doenças associadas. É importante que o tratamento seja individualizado, justamente para evitar risco de queda de pressão (hipotensão), que pode ser perigosa caso este esteja desacompanhado.

Consequentemente, é importante a sensibilidade do profissional da área da saúde para tratar efetivamente a hipertensão, não deixando-a de lado como apenas um processo natural do envelhecimento, uma vez que ela está ligada ao desenvolvimento de outras doenças.

4 – Doença Arterial Coronariana

Doença que acomete de 20% a 30% dos idosos. Os sintomas incluem fadiga, dor nas costas, dor no ombro e até desconforto na região do estômago.

Para o diagnóstico, é necessário fazer o teste ergoespirométrico, no qual o paciente caminha sobre uma esteira, que vai, aos poucos, tendo sua velocidade aumentada, até um nível máximo, específico para cada paciente em questão.

Muitos idosos não se sentem bem ao fazer esse exame, por conta do condicionamento físico debilitado, no entanto, ele é extremamente importante para o diagnóstico da doença arterial coronariana, pois permite verificar a reação do coração quando submetido a esforço.

5 – Insuficiência Cardíaca

Estima-se que, em pacientes acima de 80 anos, a incidência possa chegar a 42 casos/1.000 idosos/ano.

Fadiga e intolerância ao exercício são sintomas comuns, portanto, a realização de exames físicos completos é necessária, justamente para afastar o diagnóstico de outras doenças, como anemia ou doenças pulmonares.

O tratamento envolve medicamentos, que podem variar em tipo e dosagem de acordo com o diagnóstico do paciente.

Embora haja outras doenças que possam acometer o sistema cardíaco de indivíduos idosos, é importante lembrar que um correto diagnóstico e tratamento adequado é fundamental. Assim, se consultar um cardiologista regularmente já é importante durante toda a vida, na terceira idade é indispensável.

Na Abreu Cardiologia, você encontra profissionais gabaritados e prontos para atender pacientes de todas as idades com total dedicação, além de ser um centro de referência para realização dos exames cardiológicos em São Paulo que você necessita.

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