Corrida de rua e saúde do coração

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A corrida de rua virou uma febre nos últimos anos e o número de corredores vem crescendo exponencialmente. Basta observar o número nas principais provas de corrida de rua no país: são mais de 800 mil inscritos todos os anos, em diversas partes do Brasil.

Em suma, por ser um esporte democrático, no qual não é necessário nenhum equipamento caro, apenas um par de tênis e uma roupa confortável, e também pela possibilidade de ser praticado em qualquer lugar, a corrida de rua tornou-se uma das modalidades esportivas favoritas da população.

Mas, afinal, como deve ser a preparação dos atletas amadores? Existem riscos em se praticar corrida? E em termos de coração, quais são os cuidados que quem pratica corrida de rua deve ter? Descubra as respostas para estas e outras perguntas neste artigo.

O panorama das corridas de rua no Brasil e no mundo

A corrida de rua é um esporte que, embora muitos julguem se tratar de algo recente, tem um longo histórico. Na década de 20, quando o futebol estava dando seus primeiros passos, a corrida era o esporte mais popular no país.

Não se sabe exatamente quantas pessoas praticam corrida de rua no país, mas a crescente de participantes nas provas nos dá um bom panorama de como o esporte cresceu.

O número de provas de 5 km e 10 km aumentou significativamente, contudo, houve também a popularização das meias-maratonas com seus 21 km.

Se antes, eram poucas as maratonas (42,195 km), hoje as grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, têm ao menos duas ao ano e demais capitais, como Porto Alegre, Florianópolis, dentre outras, também sediam maratonas internacionais.

As chamadas “major” são as maratonas internacionais (como as de Boston e Berlim), que necessitam de classificação por tempo para participar, e atletas amadores brasileiros participam das provas nacionais justamente para conseguir a classificação.

Para se ter uma ideia de números, a Maratona do Rio de Janeiro teve mais de 40 mil inscritos no ano de 2019. A São Silvestre, tradicional prova de 15km da cidade de São Paulo, tem mais de 15 mil inscritos a cada ano.

Como a corrida de rua beneficia o coração?

Que praticar esportes faz bem para a saúde de modo geral, todo mundo sabe. No entanto, quais são os benefícios ao coração de quem corre?

Por ser um exercício aeróbico, a corrida de rua proporciona a melhora do condicionamento físico. Ademais, se praticado regularmente, com orientação e acompanhamento médico, tende a diminuir a pressão arterial e melhorar a oxigenação de todo o organismo.

Consequentemente, com a evolução do condicionamento físico e do desempenho na corrida, acontece o aumento no volume de sangue que o coração consegue bombear por minuto, fornecendo mais oxigênio e nutrientes para os músculos que demandam durante o exercício. Trata-se de uma adaptação ao maior esforço do organismo durante a corrida.

Este efeito é denominado débito cardíaco máximo e é representado pelo número de batimentos cardíacos versus o volume de sangue que o coração consegue bombear a cada batimento.

Com o maior débito cardíaco máximo, quando o indivíduo está em repouso, seus batimentos cardíacos serão mais lentos e sua pressão arterial será mais baixa. Tudo isso impacta positivamente na longevidade dessa pessoa.

Portanto, pessoas que praticam corrida regularmente, juntamente com hábitos de vida saudáveis, poderão ter uma vida mais saudável e mais longa.

Quais os cuidados que o atleta amador de corrida deve ter?

Primordialmente, o atleta amador deverá ter um programa de corrida bem estabelecido, o que significa praticar a corrida em média de três vezes a semana.

Se você pensa que aquela corrida esporádica, uma vez por semana, trará benefícios à saúde, está enganado. Na verdade, isso expõe o coração a diversos riscos, principalmente se o individuo for portador de doença cardiovascular. Assim, para colher os bons frutos da corrida de rua, sua prática deve ser regular.

É importante, ainda, que o atleta amador procure antes de iniciar qualquer programa de corrida, fazer um check-up de saúde em geral.

Nele, além de exames de sangue, capazes de detectar alterações no colesterol e diabetes, é importante passar em um médico cardiologista, para que um exame de eletrocardiograma e exame de esforço (teste ergoespirométrico) sejam realizados.

Esse exame indica como o coração se comporta quando submetido a um esforço extremo, que é o que acontece durante a corrida, seja ela de rua ou na esteira.

Indivíduos que não possuem outras comorbidades estão aptos a praticar a corrida, desde que iniciem com distâncias menores e intervalos de tempo reduzidos, evoluindo gradativamente a fim de preservar a saúde.

Indivíduos que possuem alguma patologia cardíaca devem, obrigatoriamente, ter o aval do cardiologista para que a prática da corrida seja liberada. Neste caso, o acompanhamento próximo e multidisciplinar da clínica cardiológica deve ser constante, e tudo deve ser feito dentro dos limites do organismo do paciente.

Constância é o segredo

Lembre-se que no mundo dos esportes a evolução exige dedicação e tempo. Assim como um fisiculturista não levanta 100 kg em um mês, não adianta achar que um indivíduo sedentário vai correr 5 km em uma semana, tampouco que estará correndo uma meia maratona em um mês. O processo é (e deve ser) lento e gradual, respeitando os limites do organismo e do coração.

Se caso o indivíduo quiser no futuro participar de uma maratona completa, além de todos exames cardíacos, afinal, são necessários hábitos de vida extremamente saudáveis, como não beber e não fumar para alcançar um bom desempenho. Ademais, o treinamento deve ser individualizado e acompanhado por um profissional educador físico.

Aliás, o treinamento é importantíssimo. Isso porque em uma maratona pode-se perder até 5 litros de água e, com isso, muitos eletrólitos. A desidratação, somado a condições climáticas não favoráveis (como calor excessivo ou frio intenso), aclives e declives, além das fortes emoções, podem levar a descompensação cardíaca.

Atenção aos sinais do organismo

Em suma, é importante que o atleta amador, independentemente das distâncias percorridas, respeite os limites do seu corpo e preste atenção em sinais que seu organismo pode dar, como tonturas, falta de ar, palpitação ou dor no peito. Nesse caso, é fundamental que o atleta busque ajuda e atendimento médico o quanto antes.

A corrida é uma atividade saudável, que rende muitos benefícios e bem-estar ao organismo. Mas, para isso, é importante que o organismo de quem a pratica se adapte gradativamente aos esforços e que todo o treinamento seja planejado e executado corretamente.

Por fim, seja você amador ou profissional no mundo das corridas, conte com a Abreu Cardiologia. A clínica cardiológica há mais de 30 anos vem se empenhando no tratamento e na prevenção de doenças do coração. É uma das mais tradicionais clínicas especializadas em cardiologia em São Paulo, localizada na Avenida Paulista.

Assim, o atleta poderá aproveitar a prova e usufruir de todos os benefícios da prática regular da corrida de rua para o organismo, zelando pela saúde e segurança.

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